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Valeu a pena evitar a privatização da Copel?

quarta-feira, 21 de março de 2012

O que é isso copeliano?

De: João Carlos Cascaes [mailto:jccascaes@onda.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 21 de março de 2012 13:51
Para: o-copeliano@googlegroups.com
Assunto: Que vergonha - o despejo de uma família

Prezados copelianos

Que absurdo!
Vi agora no Canal 7, RIC TV, o despejo de uma família que vivia há 40 anos em terreno da COPEL.
Que violência!
A empresa oferece assistência psicológica ou alguém vai dizer que a ANEEL mandou?
Que vergonha.
Assim a empresa será desprezada quando falarem em privatizá-la.

Abraços

Cascaes
21.3.2012

terça-feira, 20 de março de 2012

seminário renovação concessões setor elétrico

Vejam o link do SENGE no Youtube para o seminário da renovação das concessões de energia.

Boa tarde, engenheiro
Segunda-feira, 19 de março de 2012. Ano 4. Número 803._____________________________________________________________________________
Entidades, empresas e deputados defendem renovação de concessão do setor elétrico
Em evento realizado pelo Senge-PR, em parceria com a Fisenge e com o Movimento dos Atingidos pela Barragens (MAB), no último dia 14, entidades da sociedade civil, deputados estaduais e representantes de empresas do setor foram unânimes em definir apoio pela renovação das concessões do setor elétrico, cujos contratos começam a vencer a partir de 2015, que, segundo o presidente do Senge-PR, Ulisses Kaniak, "na sua maior parte são concessões de empresas ainda hoje públicas. Nós queremos ver essas empresas continuarem públicas". Caso haja nova licitação, cerca de 30% das atuais concessões do setor elétrico podem parar nas mãos da iniciativa privada, o que representa que mais de 70.000 Km de linha de transmissão e 35% do total de energia comercializada no país. Confira as declarações de apoio pela renovação das concessões no canal do Senge-PR no Youtube, em



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Vote, por favor, na enquete ao lado: Você quer que a Copel seja privatizada pela UNIÃO?

Você quer que a Copel seja privatizada?
Dentro de 3 anos a empresa poderá ser leiloada pela ANEEL, é justo?
Leva quem pagar mais pela Copel?
Quem vai licitar é o GOVERNO FEDERAL via ANEEL.
Ainda podemos corrigir detalhes legais se nossos representantes em Brasília assim o desejarem.
Na postagem seguinte o Luis Eduardo explica melhor.
Dê sua contribuição, opine, avalie, pensa e acima de tudo, defenda essa empresa construída pelos paranaenses.

COPEL - alerta aos paranaenses e copelianos

On Fri, 17 Feb 2012 06:10 , Luis Eduardo Knesebeck luis_eduardo_knesebeck@yahoo.com.br sent:
> Cascaes.
> Parabéns pelos seus comentários no jornal do SENGE. Você continua
> enxergando a floresta ao invés da árvores, como sempre! A questão
> fiscal deve sempre estar em evidência.
> (Se Tiradentes e os outros promoveram e morreram pela independência
> do Brasil devido aos 20% da cobrança do quinto - derrama, como nós
> hoje devemos nos sentir com uma carga tributária de mais de 35%? É
> um desrespeito a memória destes heróis brasileiros.)
> _______________________Luis Eduardo Knesebeck_
> ----- Mensagem encaminhada -----
> DE: Luis Eduardo Knesebeck
> PARA: Ulisses Kaniak
> CC: Joao Matiak ; Edegar Krolow ; Gilmar Silva ; Leonildo Casas ;
> Luiz Francisco Pucci ; Antonio Segundo ; Robson Licks
> ENVIADAS: Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012 11:01
> ASSUNTO: Concessões do setor elétrico
> Ulisses.
> Muito boa a matéria sobre a questão das concessões do setor
> elétrico no jornal Engenheiro. Ficamos felizes quando entidades
> relevantes como o SENGE-PR mobilizam-se e atuam incisivamente na
> manutenção das atuais concessões para empresas com a história da
> COPEL, da CEMIG e CELESC e do sistema Eletrobrás.
> Face a inação da APC - Associação dos Profissionais da COPEL
> sobre o assunto, encaminhamos para alguns dos nossos representantes no
> legislativo um pequeno resumo da questão, tentando mostrar a
> importância que a COPEL desempenha para o nosso estado e o papel
> fundamental que os atores da sociedade organizada do Paraná
> desempenham. Somente através da divulgação e discussão é que
> movimentos como o da FIESP - que defende nova licitação das
> concessões - poderão ter o necessário contraponto. Além disto,
> devemos promover a sensibilização dos nossos representantes no plano
> federal para eles unam-se novamente em favor do Paraná e da COPEL,
> atuando fortemente quando houver a discussão e edição da lei que
> prorrogará os contratos de concessão.
> Em anexo o documento mencionado, para conhecimento.
> Parabéns!
> _____________________
> Luis Eduardo Knesebeck
> Conselheiro Master da APC

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Uma luta quase perdida - COPEL


Uma coleção de conhecimentos longe de formar o que poderíamos denominar “ciência” é a Economia. Sobre isso que chamam de gerenciamento econômico de nações construiu-se um cassino, leis e regras que mostram seus efeitos em crises cíclicas, onde a expressão “eu não sabia de nada” aplica-se muito bem. Mais ainda, se isso ocorre é diante da complexidade infinita de se administrar nações e atividades econômicas, cada uma com uma enorme coleção de sensibilidades e efeitos.
Os “especialistas” e os ideólogos políticos, sempre atentos ao jogo do dinheiro, têm força e impõem regras. Assim vemos que, exceto os países com direito a fabricar dinheiro, onde classificações risco demitem especialistas, o resto da humanidade pasta em matos ralos.
No Brasil tivemos, além disso, oportunismos fatais a instituições sob comando governamental. Um exemplo disso foi o desmonte dos bancos estaduais (Bancos Estaduais: dos Problemas Crônicos ao PROES).
O livro (Saga Brasileira, A longa luta de um povo por sua moeda, 2011), que não cansarei de citar, mostra as facilidades que grandes grupos econômicos tinham sobre o Banco do Brasil e o dinheiro do contribuinte assim como a biografia do Barão de Mauá exemplifica o lado oposto, ser empresário diante da Corte (Caldeira).
Os sistemas de infraestrutura são estratégicos e vitais. Formam espaço ideal para grandes negócios. Mais ainda quando um país abandona boas técnicas de gerenciamento em Engenharia e se deixa dominar por estruturas precárias de regulação e fiscalização, graças a leis mal feitas e pessimamente aplicadas.
Essa babel é ótima para os mais espertos, que assim se apropriam do trabalho do contribuinte, das tarifas pagas pelo consumidor e desprezam serviços de interesse do povo mais humilde, esse que dá pouco lucro.
O paraíso dos predadores mais atuantes é a exploração de serviços essenciais sofisticados. Ninguém entende, todo mundo dá palpite, na confusão impõem as teses mais simplórias...
A energia elétrica, nessas condições, é o paraíso dos poderosos.
Energia elétrica é um tema em torno do qual se fala muito e se diz pouco. É fácil polemizar em torno de tarifas, complicado é entrar no mérito do que é o serviço “energia elétrica”. Um bom aperitivo é o livro (Colapso) onde o leigo poderá ter uma ideia do que seja a responsabilidade de comandar uma empresa de energia elétrica e seus desafios.
No século 20, principalmente, ter ou não ter eletricidade foi um tremendo diferencial, justificando, entre outros programas, a ampliação de redes de eletrificação rural com qualquer tecnologia; o importante era oferecer ao empresário rural de qualquer porte as facilidades de um modo de energia ainda insubstituível. Nos Estados Unidos, por exemplo, a criação da Bonneville Power Administration [(Providing safe and reliable power to the people of the Pacific Northwest through commercially successful businesses.), (Bonneville Power Administration)], a construção de hidroelétricas e o atendimento a consumidores rurais e urbanos além do controle de cheias foi um dos pilares do New Deal (Sousa). A BPA merece nosso respeito, carinho e destaque, pois serviu de modelo para o que se fez no Brasil.
A criação do maior sistema de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica precisa de estudos, análises e visões livres de preconceitos e atentas ao que era o Brasil no meio do século passado. As empresas privadas em conflito permanente com o Governo Federal, que as enxergava de maneira equivocada, e opções melhores de investimentos (em outros países) deixaram o Brasil em condições de sub-atendimento, travando seu desenvolvimento inequivocamente. Em Santa Catarina, citando um exemplo que tivemos a oportunidade de ver com explicações paternas (pai e avô eletricistas), tínhamos em Blumenau um padrão de serviços péssimo até a interligação ao resto do Brasil e criação da CELESC, obrigando as indústrias a manterem (naquela época) baterias de geradores a diesel e submetendo a população a racionamentos frequentes. Aliás, a conexão ao sistema interligado ainda demorou para ser eficaz, levando-nos a implantar o “load shedding” na década de setenta, quando, então, garantimos a manutenção das cargas principais num sistema que mal permanecia “em pé”, oscilava e caia a qualquer acidente.
Na Região Sudeste a entrada em operação dos grupos geradores da Usina de Furnas salvou a população de um grande racionamento (1963), tudo isso sem esquecer o grande desafio para nossa primeira grande estatal de energia elétrica que foi a CHESF (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Chesf), construindo as centrais de Paulo Afonso e seu sistema de transmissão de energia.
No Paraná o livro (UFPR, 1994) conta a história por aqui e uma série de obras [(Panorama do Setor de Energia Elétrica no Brasil, 1988), (Octavio Marcondes Ferraz, Um Pioneiro da Engenharia Nacional, 1993), (História da operação do sistema interligado nacional, 2003)] registra esta autêntica guerra brasileira contra o subdesenvolvimento, apesar dos radicalismos ideológicos, sempre suficientes à inibição da visão da realidade. Evidentemente a história é relatada de acordo com o poder e os interesses daqueles que patrocinaram essas edições, mostrando, contudo, a epopeia de alguns líderes do Setor Elétrico e o desafio monumental na eletrificação de um país de dimensões continentais, em meio a crises e guerras.
Desde sua origem até hoje novas fontes de energia e padrões de consumo exigem cuidados maiores em posicionamentos técnicos do que simplesmente paixões e opiniões superficiais, principalmente por parte de pessoas com liderança e poder de decisão. Para complicar o cenário de debates temos convicções ideológicas estratificadas e preconceitos que resistem a qualquer evidência além de teses importadas e contrárias às necessidades de nosso povo.
A dúvida entre ser estatal ou privada é permanente e oportunidade para muitos jogos, nem sempre publicáveis. Temos para as empresas públicas um padrão de fiscalização rigoroso enquanto as concessionárias privadas “pintam e bordam”, simplesmente investindo em tudo, menos em suas atividades fim.
No Paraná a privatização do Banestado é um capítulo que mereceria análises e estudos sérios, honestos e profundos. Esse capítulo de nossa história abriu caminho para a quase entrega da Copel ao Banco Itaú.
Estamos fazendo 10 anos de luta contra a privatização da Copel, na realidade 11 anos, pois um momento crucial dessa conquista aconteceu em outubro de 2000, quando, graças ao alerta de IIRs.´. maçons soubemos que a Companhia Paranaense de Energia estava prestes a ser entregue (controle acionário, ações) ao Banco Itaú num pagamento absurdo de precatórias, que não deveriam nem ter existido se o Banco Central tivesse agido de forma eficaz (Ação Popular).
De imediato fizemos uma reunião no local para, com o apoio de nosso IIr.´. e G.´. M.´. Sidney Pinto, termos a solidariedade das pessoas identificadas com nossas causas à época. A perspectiva de acontecer algo daquela maneira, tão prejudicial ao Estado do Paraná, galvanizaria opiniões contra a “doação” da COPEL em pagamento de uma dívida mais do que discutível.
Mais tarde, conversando com um amigo especialista em Bolsa de Valores, ele simplesmente nos disse que seria uma sandice monumental vender a holding Copel (Estatutos Sociais), pois ela tinha como alavancar recursos para projetos de grande porte de interesse do Paraná. Obviamente tudo dependeria da competência do Governo do Estado e seus prepostos, mas o potencial existia e continua possível, apesar do garrote vil em torno das estatais.
Na sequência procuramos entender melhor o que acontecia e descobrir uma forma de atuação eficaz, o que tivemos por efeito de um apoio especial e secreto após uma reunião de que participamos por acidente na ACP.
Com o escritório Vanzin & Penteado Advocacia (indicado por uma amiga na ACP) pudemos entrar com ação na Justiça Federal e suspender essa transferência do controle acionário da Copel na undécima hora (dia 21 de dezembro de 2000).
Para nossa surpresa o Governo do Estado tentou, sem sucesso, derrubar a liminar.
Assim a primeira etapa foi bem sucedida, viabilizando e iniciando-se a segunda fase, alguns dias depois, a partir do anúncio (14 de janeiro de 2001) pelo Governo do Estado do Paraná de que pretendia privatizar a COPEL “porque ela seria uma empresa fadada ao prejuízo se continuasse estatal” (Anúncio da proposta de venda da COPEL).
Outros amigos entraram em cena não nos deixando esmorecer, com destaque para os sindicatos de eletricitários no Paraná, inclusive do Rio de Janeiro e São Paulo e de companheiros da própria Universidade de São Paulo.
O engenheiro Ivo Pugnaloni foi um gigante naqueles tempos, sabendo quem mobilizar e trabalhando incansavelmente a favor dos paranaenses, sem qualquer remuneração ou apoio significativo. Aliás, essa foi, simplesmente, mais uma vez em que esse cidadão se expôs em questões importantes ao nosso povo.
Usamos e abusamos da internet. Começamos a ver mensagens bloqueadas e o presente sistemático de vírus... As retaliações e ameaças aconteciam de diversas maneiras.
Esse primeiro trimestre de 2001 foi também de promoção e participação de palestras e debates em emissoras de TV, Câmaras de Vereadores, na ALEP, algumas associações e convencimento de uma base de deputados. O CREA-PR foi um aliado importantíssimo assim como o espaço de luta na Associação Comercial do Paraná (Manifesto da ACP). Entidades sem qualquer viés ideológico entenderam que seria um erro vender a Copel, pelo menos naquelas condições.
O ambiente político viabilizou a formação do Fórum Copel, principalmente por atuação dos deputados Orlando Pessuti, Nereu Moura, José Maria e Waldir Pugliesi, entre outros (21 de fevereiro de 2001).
Em 15 de março tivemos o anúncio do Fórum Popular contra a Privatização da Copel. Sob a coordenação do então ex-deputado, ex-Secretário de Estado e ex-presidente do Conselho de administração da Copel e advogado Nelton Friedrich e seu parceiro inseparável Acir Mezzadri, a luta política ganhou força, chegando a mobilizar mais de 400 entidades paranaenses. Nessa etapa tivemos manifestações populares que marcaram época e a participação de personalidades de destaque na vida de nosso estado.
A grande frustração foi a votação na ALEP em torno dessa questão (projeto de lei de iniciativa popular) apesar do empenho extraordinário de todos, inclusive do Senador Álvaro Dias (Há dez anos: Deputados relembram movimento que impediu privatização da Copel). Esse local, pouco antes invadido por manifestantes (estudantes e populares), chegou a ter em sua tribuna Dom Fedalto [(Paraná), (Pedro Antônio Marchetti Fedalto)] mostrando que existem momentos em que a o cidadão sob a batina não pode esconder suas opiniões políticas.
2001 foi o ano dos “atentados de 11 de Setembro” e do racionamento de energia elétrica no Brasil, consolidando nossas teses e desmontando resistências.
A Justiça Federal em dezembro de 2001, avaliando diversas ações suspendeu o leilão da empresa (TRF paralisa processo de privatização da Copel até julgamento de ações).
O resultado disso tudo e algumas informações sobre o Setor Elétrico naquela época podem ser vistos no portal da ELETROBRAS em (PRIVATIZAÇÕES OCORRIDAS).
Esse processo revelou lideranças extremamente importantes e personalidades estranhas. Pessoas extraordinárias, contudo, permanecerão na nossa memória que, entretanto, é incapaz de nominá-las sem cometer injustiças.
O Paraná e alguns sindicatos e instituições e corporações nacionais podem se orgulhar de assim ter contribuído para travar um processo de alienação que, se continuasse, levaria grandes estatais federais às mãos de grupos econômicos mais do que selvagens, com preços e benefícios discutíveis. Note-se que ressalvas sobre a onda privatizante podem ser encontradas até no livro (Saga Brasileira, A longa luta de um povo por sua moeda, 2011), onde sentimos que tudo aconteceu de forma no mínimo não otimizada a favor do Brasil. Deste livro de Míriam Leitão vale transcrever:
“A privatização do setor elétrico começou de forma atabalhoada, em 1995, sem que houvesse um marco regulador. Assim foram vendidas a Escelsa, no Espírito Santo, e a Light no Rio. O resultado disso foi uma sucessão de apagões no Rio. As concessões das rodovias tinham introduzido o pedágio e, no começo, o consumidor pagava sem ver melhoria nas estradas. A venda das ferrovias parecia mais errada. As agências reguladoras não tinham estrutura. O consumidor reclamava. A privatização dividia o país. Tinha méritos e defeitos. Hoje o balanço é inegavelmente favorável. Não dá para imaginar realmente a economia estatizada como aquela que antecedeu a venda das estatais.” (página 314).
Sim, com certeza o Brasil era um país excessivamente estatizado e pessimamente governado, com raras e belas exceções, principalmente no Paraná. Havia, contudo, construído (uma estrutura de energia, mineração, siderúrgica, telecomunicações, saneamento básico, ferrovias etc. e uma boa base de pesquisa e desenvolvimento) a partir de 1964, principalmente, e garantido recursos estratégicos, com destaque, por exemplo, para a ampliação do mar territorial para 200 milhas (Carvalho), um momento tão importante para nossa história econômica e energética quanto poucos outros mais visíveis. O setor elétrico, com destaque, seria hoje, se tivesse havido mais cuidado, uma tremenda fonte de tecnologia, desenvolvimento e garantia de autonomia dos estados e da União. Perdemos.
Privatização anulada?
Infelizmente nem tanto, ou melhor, gradativamente foi-se privatizando o Setor Elétrico sem cuidados importantíssimos. O modelo institucional (Energia) imposto ao Brasil transformou o Setor Elétrico num grande foco de negócios nacionais e internacionais, tirou dos estados qualquer autonomia, fortaleceu as eletrointensivas, criou privilégios, transferiu postos de trabalho para o exterior, inibiu polos de P&D, produziu uma estrutura de fiscalização capenga e manteve uma carga fiscal pouco seletiva, incapaz de valorizar a racionalização do uso da energia elétrica. As concessionárias estatais perderam estrutura e agilidade e até hoje encontram custos mais elevados para acesso ao BNDES, mesmo com o capital aberto e a vigilância da CVM. Um livro importante para se entender parte do processo é (Setor Elétrico Brasileiro - Uma aventura Mercantil, 2009). Enquanto isso as concessionárias privadas usufruem de privilégios inacreditáveis, estatizamos o quê? Privatizamos onde?
O preconceito desmedido contra as empresas estatais criou um exemplo do nosso comportamento: para não corrigir o que estava errado, foram criadas leis e um modelo que simplesmente matou um processo que tinha tudo para ser inédito e eficaz, com a vantagem de se viabilizar serviços sob o controle real de nosso povo.
Ou seja, tivemos um processo de privatização discreto de companhias estratégicas e do potencial energético, inclusive o petróleo e o gás, que trouxeram para cá investidores estrangeiros e fortaleceram alguns grupos nacionais (inclusive fundações de previdência das próprias estatais), mandando e desmandando sobre recursos naturais e qualidade de serviços essenciais e produtos de interesse nacional, como o tão falado nióbio. A nova legislação não foi capaz nem de criar conselhos de consumidores democráticos e eficazes, tornando-os mais transparentes. Em plena época das comunicações instantâneas, sabemos dos conselhos que nem os espanhóis falam de seus fantasmas, ou mais precisamente, não acreditamos que existam, que estão por aí, estão, para servir a quem?
As famosas agências reguladoras, vivendo os efeitos de verbas contingenciadas e excesso de interferência política, pouco puderam fazer e agora existem dentro de lógicas que deveriam ser reanalisadas para que pudéssemos efetivamente sentir uma defesa segura e responsável do nosso povo e de investidores, impondo ações e comportamentos saudáveis.
Com o novo modelo para o setor elétrico o Paraná perdeu muito. O Estado do Paraná que tinha na Copel uma empresa integrada e capaz de realizar muito, agora virou um aglomerado de concessionárias, eventualmente uma atrapalhando a outra e sem poder para, sinergicamente, aproveitar ao máximo o que tem de melhor, o seu corpo de funcionários (eufemisticamente denominados “colaboradores”). O estado, rico em potencial energético, depende de decisões federais para aproveitar sua riqueza natural, a utilização e distribuição de energia.
Devemos perguntar, por exemplo: algo de interesse essencialmente local, precisa se submeter à ANEEL (órgão federal)? Não seria mais lógico trazer para uma agência estadual esse poder? O que prepostos em Brasília sabem e podem decidir sobre a qualidade, confiabilidade e custos da energia distribuída no nosso estado? Não temos capacidade de governar serviços essenciais às nossas atividades? Por que só falamos em tarifas e/ou conceitos ideológicos?
Confiabilidade, qualidade, tecnologia, carga tributária, racionalização do uso da energia e gerenciamento eficaz deram lugar a tudo, menos ao que seria essencial ao povo brasileiro.
Obviamente leis podem ser corrigidas, anuladas ou substituídas.
Assim concluímos com orgulho e decepções uma luta que foi gratificante e com uma tremenda frustração em relação a episódios brasilenses posteriores ao ano de 2001.
O comportamento político no Brasil é confuso. Em relação à energia elétrica a degradação é evidente, principalmente para que entende. As manifestações de nossas autoridades são ridículas e o povo paga contas sem relação adequada à qualidade dos serviços oferecidos, principalmente em cidades e estados menos protegidos politicamente. O noticiário tem brindado todos nós todos com informações inacreditáveis dos serviços prestados, até quando?
Nada melhor do que ler atentamente o livro (Sobre a Revolução, 2011) para tentar entender a dinâmica dos cérebros humanos, ou melhor, todos os livros de Hannah Arendt, uma pensadora extremamente realista, observadora perspicaz do comportamento do que denominamos “seres humanos”.
A luta pela Copel e os acontecimentos posteriores demonstram como em política o que se vê não tem relação com a verdade oculta.
A privatização aconteceu com a balança das facilidades pendendo para as concessionárias privadas, imposições sufocantes às estatais e desprezo pela boa engenharia (Cascaes, A formação do Engenheiro e ser Engenheiro).
A tenebrosa burocracia e leis mal feitas pesam contra o administrador público, estatais e repartições públicas. Não impedem as piores armações, ao contrário; valendo aqui insistir na mediocridade de maus legisladores que simplesmente produzem regras e rituais incompletos e cheios de pegadinhas; o próprio bom governo foi penalizado fortemente, criando-se um ambiente francamente favorável à privatização e à corrupção. Os poderosos sabem como construir sistemas de cooptação e influência...
Existem muitas maneiras de se inviabilizar um Estado ou de deixá-lo à mercê dos piores interesses privados e políticos.
A pior atitude política de qualquer cidadão é a falta de atenção a governos que podem decidir para o bem ou para o mal sobre o futuro de sua comunidade. A democracia exige militância, participação de todos para o bem geral da nação.
A luta pela Copel foi um exemplo do que se pode fazer quando um grupo de pessoas determinada se dispõe ao sacrifício por uma boa causa. Nosso consolo é ver que a Holding COPEL (Estatutos Sociais) pode fazer muito mais, é só o governo do estado, eleito por nós, querer e saber fazer.
Cascaes
27.8.2011

Arendt, H. (2011). Sobre a Revolução. São Paulo: Editora Schwarcz Ltda.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Críticas e análises da gerência da Copel

Déficit de 600 megawatts na oferta de energia ao mercado
paranaense por falta de investimentos na geração de energia;
• R$ 70 milhões em indenizações pelo rompimento de contratos;
• R$ 85 milhões em antecipação de recursos ao Governo
Estadual, no final de 2010, na forma de distribuição de lucros,
o que só deveria ocorrer em 2011;
• R$ 70 milhões em 15 multas aplicadas pela Aneel;
• R$ 477 mil em multa aplicada pela Aneel por conta de R$ 1,5
milhão despendido em propaganda irregular do então
governador em anúncios (em jornais e revistas) para
rebater reportagem veiculada na revista Exame. Depois, o
então governador e o presidente da Copel foram condenados em
ação popular a ressarcir à empresa os valores gastos
1/4R$ 36 milhões de prejuízos em aplicações no Banco Santos, de
recursos da Fundação Copel, incluindo cotas da patrocinadora;
• R$ 18,8 milhões pagos a usuários como compensação por
prejuízos decorrentes de problemas no fornecimento de energia;
• 4.800 obras paralisadas;
• Sucateamento dos ativos de distribuição;
• Dívida de R$ 200 milhões com a Petrobras (que só começou a
ser paga em 2010) decorrente do não-pagamento de insumos da
UEGA.

Cascaes

Resposta curta como são os slides apresentados. Não sei qual o sentido desta apresentação, o julgamento da gestão está demonstrada nos gráficos que considerei pontos 11 e 12.
Outro detalhe sai da Copel em abril de 2010, portanto, não responde pelo que aconteceu depois desta data.

Ponto 1 - A Copel, como todas as empresas atendidas por ITAIPU têm obrigação legal de comprar esta energia, desde 1985, o déficit nada mais é que a energia fornecida pela ITAIPU;.
Ponto 2 - Não sei a que estão se referindo era interessante que informassem quais são estes contratos;
Ponto 3 - Perguntar a diretoria que comandava a Copel no final de 2010;
Ponto 4 - As maiorias das multas referem ao não cumprimento do DEC-FEC negociado junto a ANEEL em 2001/02. Deve-se levar em conta que quando o Dr. Paulo Pimentel assumiu a Copel, em Janeiro de 2003, não havia recurso em caixa, somente dividas impagáveis, inclusive da Petrobrás que é outro ponto levantado. O quadro de empregados da Copel que em dez/94 era de próximo a 10.000 empregados e, em dez/2002, estava reduzido a 5000, portanto não havia dinheiro e nem gente para atender as metas negociadas com a ANEEL;
Ponto 5 - Não sei de que multas da ANEEL estão se referindo;
Ponto 6 - Não foi na minha gestão e nem na Copel, e sim na Fundação. Perguntar ao Presidente da época;
Ponto 7 - Idem da resposta 4;
Ponto 8 - Confesso que não sei que obras estão se referindo.
Ponto 9 - Idem da resposta acima;
Ponto 10 - A divida deixada quando o Dr. Paulo assumiu em janeiro de 2003, não era só com a Petrobrás, a Copel tinha comprado mais de 1.000 mega, sendo um deles da UEGA, para vender no mercado Spot, energia que começava a ser entregue em set/2002, quando já havia uma sobra no sistema Brasileiro de mais de 8.000 mega. O transporte e fornecimento de gas eram para ser feito pela Petrobras, no transporte considerava-se o pagamento do gasoduto. A divida superava 750 milhões e na negociação deste contrato a Copel ficou devendo somente a parcela que se referia ao gasoduto para ser amortizada a partir de 2010, quando a UEGA já deveria ter superávit suficiente para amortização dessa divida;


Ponto 11 - O gráfico demonstra o esforço que a Administração da Copel teve que fazer no período apresentando. Veja que em 2002 a Copel teve prejuízo superior a R$ 300 milhões, conseqüência do comentado no Ponto 10 e, numa analise mais isenta, supera em muito a Cemig que não tinha os compromissos que a Copel levou quase quatro anos para resolver, ou seja, as renegociações dos contratos;
Ponto 12 - Este gráfico não demonstra a situação atual das ações, por exemplo, no dia de ontem as ações preferências estavam abaixo dos valores apresentados em dez.2010 e as ações ordinárias com cotação inferior a maio2010. Portanto, atualizando, a Copel valia muito mais na gestão anterior.

Rubens

Quando a Energia veio das Ruas - 10 anos da luta contra a privatização da Copel






quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A eterna luta

Prezados amigos copelianos e simpatizantes da
Companhia Paranaense de Energia

Devemos manter vigilância sobre o que a holding Copel e sua Fundação decidem e fazem.
Seria ótimo se, simplesmente, pudéssemos esquecer a empresa após a aposentadoria. Vimos quanto a FC perdeu em alguns períodos de alheamento nosso.
É bom lembrar que nela alguns de nós trabalhamos ou ainda nela atuamos e passamos parte de nossas vidas e dela temos a Fundação Copel, que em poucos dias pode quebrar, se mal administrada.
Em hipótese alguma queremos pré-julgar companheiros que assumem a empresa, suas subsidiárias, a Fundação Copel etc.
Podemos, contudo, lembrar e registrar (comentários, artigos, mensagens) objeções que possam preocupar.
Nosso intuito é colaborar com o atual Governo para que seja bem sucedido e não perder benefícios após aposentadoria, que pagamos durante anos a favor da Fundação Copel. Além disso, a Copel é fundamental ao desenvolvimento do Estado do Paraná, devendo, pois, ser administrada em proveito do povo paranaense.
Esse blog procura lembrar a necessidade de eterna vigilância e fazer alertas, quando necessário.
Temos um grupo de discussão, “o copeliano”, se tiverem interesse em aderir mandem-nos email para jccascaes@gmail.com, solicitando inscrição (sob convite que nos damos o direito de analisar) ou dele sair, bastando "clicar" no link (pedindo desligamento) Google abaixo de qualquer mensagem.
Contamos com vocês e suas capacidades de análise.
Cascaes
27.1.2011

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Discurso pronunciado pelo Deputado LUIZ CARLOS HAULY

Discurso pronunciado pelo Deputado LUIZ CARLOS HAULY (PSDB - PR) na sessão de 16 de maio de 2001.






Senhor Presidente,

Senhoras e Senhores Deputados:





O Estado do Paraná e o povo paranaense encontram-se ameaçados de perder um dos maiores símbolos do trabalho e da competência desenvolvidos ao longo de sua história: a Companhia Paranaense de Energia Elétrica - COPEL, cujo processo de privatização foi desencadeado.
A notícia da venda das ações da companhia provocou imediata e indignada reação da sociedade paranaense, cujas lideranças mais expressivas, de todos os setores, iniciaram ampla mobilização popular para impedir a entrega de um dos mais valiosos bens do patrimônio público estadual à iniciativa privada.
Trata-se, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Deputados, de uma das mais sólidas empresas do setor elétrico nacional, que, segundo a pesquisa da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, apresenta o maior índice de satisfação dos consumidores das empresas concessionárias de energia, possuindo 18 usinas em operação, com um total de 4545 megawatts, 6.500 km de linhas de transmissão, 151.000 km de linhas de distribuição e um setor de telecomunicações que inclui 45% das ações da companhia telefônica de Londrina (Sercomtel) e um anel de fibras óticas que cobre todo o Estado.
Essa companhia, nobres Colegas, tornou o Paraná auto-suficiente na produção de energia e responde, sozinha, por 10% de toda a demanda de pico no Brasil; além de ser auto-suficiente, a Copel ainda vende 1/5 do que produz para outros Estados e graças à sua tecnologia e conhecimento atua na Argentina, China, Colômbia, Malásia, no Paraguai e Chile. Obteve, no ano passado, um lucro líquido de R$ 430 milhões, e tem projeção de faturamento, neste ano, sem o ICMS, da ordem de 1 bilhão e 800 mil reais.
O patrimônio estimado da Copel é de cerca de R$ 14 bilhões ou U$ 7 bilhões, considerando a geração, a transmissão e distribuição de energia elétrica, mais os investimentos em outros negócios (rede de fibras óticas, distribuição de gás, telefonia fixa e celular, provedoria de Internet, centrais eólicas, engenharia, tecnologia e desenvolvimento (em parceria com a Universidade Federal do Paraná e outras organizações), além de participação em diversas outras empresas.
É esse patrimônio, Sr. Presidente, Srs. Deputados, que o Governo Jaime Lerner quer entregar à iniciativa privada sob o singelo argumento de que se a empresa não for vendida agora vai perder a competitividade e a liderança do setor a partir de 2004, quando o mercado de energia será desregulamentado e exposto à livre concorrência. O Governador revela que "a Copel é a melhor empresa de energia do País", mas somente "enquanto não precisar competir com empresas privadas", já que, quando todo o setor estiver privatizado, "ela certamente perderá competitividade", desmerecendo, assim, a comprovada eficiência, a reconhecida competência, a seriedade a toda prova que forjaram a trajetória de sucesso da companhia, como se, com todo seu cabedal de experiência, conhecimento e trabalho, não fosse capaz de inserir-se num mercado de livre concorrência, e competir, inovar e avançar cada vez mais, como vem fazendo em seus 46 anos de existência de bons serviços prestados ao Paraná e à sua laboriosa gente.
Digna de nota, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Deputados, foi a enérgica e imediata reação do CREA-PR: por unanimidade, seu plenário decidiu posicionar-se contra a privatização da Copel em reunião realizada no dia 13 de fevereiro, por entender que a empresa é um patrimônio do povo do Paraná e que um setor estratégico como o da energia não pode passar para as mãos da iniciativa privada, principalmente a de capital estrangeiro. A decisão do Conselho expressou a vontade de mais de 40 entidades de classe, universidades e faculdades da área de engenharia e arquitetura que se mostraram desfavoráveis à privatização.
O grande receio do CREA-PR é que se repita no Brasil o mesmo que tem ocorrido nos Estados Unidos. Dezessete estados norte-americanos privatizaram as companhias de energia elétrica sob o pretexto de aumentarem a concorrência e melhorarem os serviços e agora estão tendo problemas freqüentes, como o corte no fornecimento e a cobrança de altas tarifas. O problema é tão sério que o governo americano já estuda a possibilidade de voltar atrás na decisão e estatizar novamente as empresas.
O presidente do CREA-PR, engº Luiz Antônio Rossafa, deixa bem claro, porém, que a privatização da Copel não é uma questão de ser contra ou a favor da empresa ser pública ou privada: "Isso vai muito além. A empresa atua numa área estratégica para o desenvolvimento do estado e do país. Quem detém água doce e energia, detém efetivamente o que há de mais precioso hoje".
Por tudo isso, nobres Colegas, merece nosso integral apoio e engajamento a campanha de conscientização que o CREA-PR está desenvolvendo para alertar a sociedade sobre a venda da Copel, contando com a ajuda das associações, sindicatos e federações de engenharia e arquitetura do Estado, um contingente de mais de 42 mil profissionais que, na sua maioria expressiva, está dizendo não à privatização da companhia.
O mais importante é que a opinião pública paranaense está mobilizada e alerta, contra a privatização de sua companhia elétrica. Para impedi-la, é imprescindível a pressão popular a fim de que a Assembléia Legislativa revogue a Lei nº 12.355, de 8 de dezembro de 1998, que autoriza o Poder Executivo do Estado do Paraná a vender as ações da Copel, e aprove a proposta de consulta popular, através de plebiscito, com o objetivo de verificar que o povo do Paraná aceita ou não a privatização.
A defesa da privatização, que o Governo Jaime Lerner faz isoladamente é a prova confessada de sua incompetência, julgando-se incapaz de manter os níveis de produtividade, eficiência e lucratividade da Copel num cenário de livre concorrência.
Os verdadeiros paranaenses, os que defendemos os legítimos interesses de nossa terra e de nossa gente, não permitiremos que se concretize a danosa operação de venda da Copel, a quem quer que seja!


Deputado Federal LUIZ CARLOS HAULY
(PSDB - PR)

EFEI Energy News e Copel

Sent: Friday, September 21, 2001 8:08 AM
Subject: Copel - EFEI Energy News


Pedras no caminho da privatização da Copel
Curitiba, 19 - O processo de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) vai continuar, mas o apetite dos investidores estrangeiros poderá diminuir, em consequência da crise internacional causada pelo ataque terrorista nos EUA. O financiamento no mercado externo tende a ficar mais restrito nos próximos meses. Essa é a avaliação de alguns analistas do setor, que consideram inevitável a venda da empresa ainda este ano. O governo do Estado já conta com o dinheiro da venda para honrar seus compromissos, diz o analista setorial do Unibanco, Sergio Tamashiro. "Entre as pendências está uma dívida com o Itaú, de R$ 460 milhões, que o governo deu como garantia ações da empresa", afirma. O único problema, segundo Tamashiro, é que o esperado ágio poderá ser comprometido. "Se antes as estimativas estavam acima de 15%, agora tenderão a ficar em torno de 10%", ele acredita. "Não descartamos nem mesmo a venda pelo preço mínimo." O valor mínimo estipulado pelo governo do Estado para venda da empresa é de R$ 4,5 bilhões. O leilão está marcado para 31 de outubro. Os analistas fazem, no entanto, a ressalva de que esse tende a ser o quadro mais provável. Até o momento, os efeitos dos atentados, em termos de retração dos investimentos, ainda não se manifestaram inteiramente. Os grandes investidores internacionais do setor em países emergentes continuam interessados. "Mesmo que o novo cenário possa ter algum reflexo em termos de ampliar a cautela já existente na exposição de algumas empresas na América Latina, ainda não há recuo", diz a analista do J.P. Morgan, Alexandra Strömer.
Fonte: OESP (Renée Pereira, Paulo Cabral e André Palhano)

Ações questionam parcerias da Copel
Curitiba, 19 - A direção da Copel está tendo de explicar na Justiça a formação de uma sociedade com dois grupos privados que dá poderes de comercialização de energia no mercado atacadista, um dos negócios mais rentáveis do novo modelo energético do País. A Tradener, primeira comercializadora formada no País, foi montada pela Copel e pela empresa paulista Logos Engenharia. Um ano depois foi modificado o contrato social para a entrada da D.G.W. Participações, do empresário paranaense e aliado político do governo, Donato Gulin. A ação popular que questiona a criação da Tradener está desde 15 de agosto na 1ª Vara da Fazenda Pública. Ela foi movida pelo advogado Carlos Abrão Celli, que alega estar agindo por conta própria sem motivação política ou a mando de adversários do governo. Celli deu entrada também em outras três ações que questionam empresas formadas pela Copel em parceria com grupos privados. A denúncia que pesa contra a Copel é o fato de a mesma ter feito uma sociedade participando como minoritária, o que seria contrário à lei federal e sem respaldo de lei estadual. É questionado também quais foram os critérios para escolha da Logos e da D.G.W. ‘‘Por que a família Gulin foi convidada e não outro grupo?’’, questiona o advogado. Ele diz que o correto seria a realização de licitação pública para escolher os parceiros. ‘‘A estatal que detém o monopólio de energia o transferiu por simples alteração de contrato para empresa particular que não é do ramo, o que não é possível’’, diz a argumentação do advogado, encaminhada à Justiça. A Logos é uma prestadora de serviço que atua com gerenciamento e planejamento. A D.G.W. tem como atividades econômicas serviços de locação, arrendamento e intermediação de bens imóveis e como holding (controladora de participações societárias), segundo documentação da Junta Comercial do Paraná. Quando a Tradener foi formada, em 1998, a Copel tinha 45% da sociedade e a Logos Engenharia 55%. Um ano depois, entrou no negócio a D.G.W. ao comprar parte das ações da Logos. O ex-diretor da Copel Walfrido Ávila, que havia sido indicato pela estatal para gerenciar a Tradener, hoje é um dos sócios da D.G.W. e atua como diretor-presidente da Tradener. O advogado ressalta ainda que é ‘‘curioso’’ o fato de a D.G.W ter sido constituída meses após a Tradener. Procurado pela Folha, o diretor-presidente da Tradener não quis se pronunciar. ‘‘Só irei me manifestar em juízo. Ainda não fomos citados’’, afirmou Walfrido Ávila, pela sua assessoria de imprensa. O juiz Luiz Osório Moraes Panza já mandou citar os envolvidos na ação. No caso da Tradener, são o presidente da Copel, Ingo Hubert; o diretor financeiro da Copel, Fernando Schauenburg; o diretor-superintendente da Logos, José da Costa Carvalho Neto; o diretor técnico da Logos, Fábio Ramos; e os sócios-gerentes da D.G.W. Participações, Donato Gulin e Walfrido Ávila. Pela Tradener serão citados Jorge Tadeu Caliari e Arlei Bichels, ambos diretores da empresa.
Fonte: Folha do Paraná (Carmem Murara)
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Ações da Copel

Ações da Copel

As discussões em torno das ações da Copel, utilizadas na privatização do Banestado, têm apontado o valor nominal dessas ações em poder do Itaú. Falam em valores que oscilam conforme o pregão da Bolsa de Valores, algo em torno de 600 milhões de Reais. Acontece que esse é um valor de referência.
Discute-se a utilização e posse de papéis que estabelecem o controle da Copel, empresa holding com participação em dezenas de companhias e controlando algumas das mais importantes empresas energéticas do estado do Paraná. Sob o comando da Copel temos as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica assim como a Compagás, responsável pela distribuição de gás canalizado no estado do Paraná. Na constelação Copel ainda existem as empresas responsáveis pelas áreas de informática, automação e transmissão de dados e participação na Sercomtel, Sanepar e diversas SPCs.
Qual o valor de tudo isso?
A venda em leilão público, com competência, poderá render ao estado do Paraná bilhões de Reais. Se a opção for a privatização da Copel, e existe alternativa mais vantajosa para o estado, a venda desse lote de ações com direito a voto será um momento de captação de muito dinheiro. Lamentavelmente representa uma parcela pequena em relação à dívida total do Paraná mas certamente importante para os compromissos de curto e médio prazo.
Vale lembrar que a Copel, graças a seu desempenho desde que abriu o seu capital, tem credibilidade internacional. Sobre essa confiança o estado poderia captar recursos enormes, aumentando o seu capital e vendendo ações preferenciais e formando empresas de interesse do povo paranaense. O grande desafio dessa estratégia é a condução do processo de forma eficaz, profissional mas com diretriz política, ou seja, a favor do estado do Paraná. Vale lembrar que a Copel poderia ser a base de formação de empresas para a construção de ferrovias, empresas de alta tecnologia, agroindústria, turismo e tudo o que interessasse ao Paraná. Com controle acionário, o Governo do estado poderia fazer da Copel a base para o desenvolvimento paranaense. O difícil nessa história seria manter a empresa dentro de projetos realmente saudáveis. Nossa história está cheia de vigaristas monumentais pendurados no dinheiro público...
Precisamos, diante de tudo isso, lembrar que a questão "Copel X Itaú" não se limita a algumas centenas de milhões de dólares. Ela é tão grande quantos os bilhões de Reais que o estado ganharia em leilão de seu controle ou nos bilhões de Reais e milhares de empregos e investimentos, que poderia canalizar para o Paraná se mantida sob o controle do povo paranaense.

JCC, 6/1/1

Voltando ao final do ano 2000

16.12.0

POLÍTICA | Fábio Campana
Em cena, com brio
Jayme Canet voltou à cena. Ao estilo que lhe deu fama e prestígio. Direto, objetivo, sem peias e sem meias palavras. Tocando na ferida. Afirmou aos empresários reunidos na Associação Comercial do Paraná que o Estado vive profunda crise moral. De tal gravidade que seus filhos e netos podem estar condenados a um futuro sombrio, quando mais valerá ser desonesto que honesto.

Só há um remédio para corrigir as distorções e amenizar a desconfiança da população. Transparência. Absoluta clareza em cada ato do governo, pede Jayme Canet. Especialmente quando está em jogo o maior patrimônio do Paraná, a COPEL, que ele admite que possa ser privatizada, mas não neste momento, na bacia das almas e para pagar os estragos da administração.

O ex-governador gostaria de saber a quantas está o capital patrimonial da empresa em mãos do Estado. Já foi mais de 70%. Hoje é pouco mais de 30%. Canet considera estranho que empresários estejam recebendo ações da COPEL em pagamento de dívidas do governo. Vai além. Considera estranho muito do que vem acontecendo nas transações comandadas pelo governo estadual.

Ao falar para os empresários reunidos na Associação Comercial do Paraná, Jayme Canet Júnior quebrou o silêncio de décadas. Há muito não fazia um pronunciamento político desse alcance. O último, em 1981, significou a adesão de seu grupo ao MDB e a eleição de José Richa governador. Agora, pode apontar para um esforço de substituição do grupo no poder.

Há exceções na vida pública paranaense, diz Canet. E para citar apenas dois exemplos, um de cada banda, elogiou o deputado federal Affonso Camargo e o senador Osmar Dias como exemplos de honestidade e austeridade que bem serviriam aos políticos. Há outros. E talvez o Paraná possa se recompor a partir de lideranças referenciais do desejo de mudança na vida paranaense.

Canet apóia o movimento da Associação Comercial pela transparência. Agora que subiu ao palco central, parece disposto a ir em frente nessa cruzada moralizadora. Sinal dos tempos. E por que Jayme Canet não pode retornar como candidato dessa vontade de mudança e moralização?


Fábio Campana

17.12.0

O senador Osmar Dias e o deputado federal Gustavo Fruet pretendem manter a dupla no debate sobre a privatização da COPEL. Consideram-se craques na exposição do imbróglio que deixou o controle acionário da COPEL pendurado no Banco Itaú. O estado precisa quitar precatórios dados em caução na operação de privatização do Banestado.

Fábio Campana

18.12.0

Transparência

“Se houvesse transparência, divulgação dos fatos e dos documentos não chegaríamos ao ponto em que estamos, prestes a perder o controle acionário da COPEL, uma companhia que é o símbolo do Paraná”, disse o senador Osmar Dias, no lançamento do Programa “Transparência Paraná”, que reuniu empresários na Associação Comercial.

Na Justiça

O deputado Luiz Carlos Zuk avisa que a bancada do PDT, somada a deputados do PMDB e do PT, vai lutar na Justiça para barrar a privatização da COPEL. “A COPEL é uma das empresas mais lucrativas do estado, exporta tecnologia e atende a população de baixa renda. Nas mãos do governo pode ser fiscalizada. O contrário acontecerá se for parar nas mãos da iniciativa privada”, justificou Luiz Zuk.

Fábio Campana

19.12.0

Na Justiça

O deputado Luiz Carlos Zuk avisa que a bancada do PDT, somada a deputados do PMDB e do PT, vai lutar na Justiça para barrar a privatização da COPEL. “A COPEL é uma das empresas mais lucrativas do estado, exporta tecnologia e atende a população de baixa renda. Nas mãos do governo pode ser fiscalizada. O contrário acontecerá se for parar nas mãos da iniciativa privada”, justificou Luiz Zuk.

Não ofende

Mais vale pagar o atrasado às empreiteiras da COPEL ou manter em dia o salário do funcionalismo público?

Fábio Campana

22.12.0

Alice

Acabou prevalecendo o bom senso. Jaime Lerner recusou a fórmula dos tecnocratas e mandou pagar o 13.º em dia. Fez mais. Exigiu que a folha de dezembro não atrase. A rapaziada que assumiu a Fazenda pretendia parcelar o pagamento dos salários para que parte das reservas deixada por Giovani Gionédis fosse utilizada em outro sítio. Mais especificamente para tirar do sufoco as empreiteiras da COPEL.

Os políticos foram decisivos no episódio. Sensíveis ao humor popular, convenceram o governador de que o atraso dos salários seria fatal. Pintaram o quadro terrorífico de manifestações no Centro Cívico. Não há cerca que poderá segurar a turba. O Chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, concordou. Os construtores de obras terão que esperar. Em silêncio obsequioso. Além dos salários, há faturas de pequeno valor na boca do caixa e elas desatam dramas sociais.

Não é fácil ser secretário da Fazenda nestes tempos de escassez e agruras. Por mais que a arrecadação cresça, as despesas não param. As pressões são imensas. Agora mesmo a política econômico-financeira sofreu rude golpe. O orçamento da Secretaria de Transportes foi substancialmente forrado na última sessão legislativa que permitiu transferências de recursos de uma rubrica para outra. Para arrumar as estradas foram reduzidas as verbas de meio ambiente, comunicação, segurança e outros setores. A grita é enorme.

O versado secretário da Fazenda sabe que, felizmente, ainda estamos em situação melhor do que outras unidades da federação. O sofrido povo das Alagoas talvez nos inveje. Mas até quando? Voraz consumidor da boa literatura, Ingo Hubert não percebeu que todos nós nos encontramos como a ingênua Alice, personagem inesquecível de Lewis Carrol.

Ao deslizar pela toca do Coelho Branco, numa descida que parecia não parar nunca, ela medita: “Ou este poço não tem fundo, ou esta queda não tem fim”. Alice caiu, de repente, sobre um monte de folhas secas. A descida tinha terminado. Ela estava no País das Maravilhas, Terra do Chapeleiro Louco, da Lebre de Março, do Gato Caçoador. Resta ver em que latitude e longitude cairemos nós todos, neste longo mergulho buraco adentro. Insuportavelmente longo, uma agonia sem fim.


A salvo

A Justiça Federal concedeu liminar impedindo que o Banco Itaú assuma o controle acionário da COPEL. A ação foi a pedido do ex-presidente da empresa, João Carlos Cascaes. “Não tem sentido ver a COPEL escorregar por entre os dedos para um Banco que sabe lá o que fará com ela. O povo precisa de uma explicação”, justifica Cascaes.


24.12.0


POLÍTICA | Fábio Campana
Cortar, cortar, cortar...

Jaime Lerner procura o caminho para recuperar o prestígio. Está convencido de que precisa melhorar a comunicação com a sociedade para convencê-la de que faz bom governo. Vem aí uma campanha articulada para restaurar a fama do responsável pela revolução industrial. Outra para mostrar as obras que fez no interior nos últimos seis anos.

O problema, reconhece o governador, é a situação financeira. Não há dinheiro para novas obras. O jeito é a fórmula da economia doméstica. Poupar o que se tem para pagar em dia os salários. Ou seja, terá que cortar, cortar, cortar. Cortes são impopulares. Imaginem o mau humor generalizado. Essa é a tarefa do secretário Ingo Hubert, que bem melhor se sentia na presidência da COPEL.

O secretário Ingo Hubert não é o emblema acabado da vilania, como insinuam alguns do próprio governo. Há grandeza em sua obsessão monetarista, na sua fé em cortes, apertos, arrochos. É o Pedro, o Eremita, da contenção de despesas. O Calvino do ataque ao déficit público. Se reza pela cartilha neo-liberal estamos vendo a atualização de Thomas de Kempis debruçado sobre um manual de boas ações. É o que ele passa, como se diz, aos cidadãos perplexos do Paraná.

Vilões perfeitos são de outra têmpera e catadura, de sorte que deliramos ao vê-los abatidos na poeira da rua principal nos filmes de John Ford. Mas para Ingo Hubert se deseja final mais tranqüilo como convém ao seu aspecto de funcionário público bem sucedido, para alegria da família e dos amigos. Seu olhar pacífico mostra que pretende apenas equilibrar a receita e a despesa.

Os olhos, no entanto, nem sempre são, ao contrário do que afirma Milan Kundera, escritor que saiu de moda, os espelhos d´alma. A recuperação da imagem do governador Jaime Lerner depende de um futuro efetivamente melhor. O que está em jogo não é a tática, é a estratégia. A barriga já não se presta a empurrar problemas. Quanto a Pedro, o Eremita, clamava pela libertação do Santo Sepulcro, mas, de fato, favorecia os interesses do comércio europeu. A história não explica, até hoje, se sabia o que fazia.

27.12.0

POLÍTICA | Fábio Campana
Ay mama, qué pasó?

Jaime Lerner, com 31%, sobe ao pódio dos rejeitados. Só Joaquim Roriz, governador do Distrito Federal, conseguiu superá-lo com incríveis 39%. Mas há quem aposte que ele chegará lá. Entre os dez governadores pesquisados, os seis primeiros estão na mesma divisão. Vão de 11% a 17% de ruim e péssimo. De Tasso Jereissati, do Ceará, a Itamar Franco, de Minas Gerais. É o primeiro time.

Aí começa a divisão inferior. Do sétimo ao décimo colocado a escala é outra. Dobra a rejeição, que passa para a faixa de 31% a 39%. Só os muito otimistas acreditam que deste grupo poderá sair um candidato à vice ou à presidente da República. Sem outro argumento, invocam o exemplo do futebol. O humilde São Caetano saiu da segunda divisão e disputa a final do campeonato brasileiro. De sorte que Lerner teria chances. Mas é preciso saber o que aconteceu. Perguntar-se, como na canção cubana: ay, mama, qué pasó?

Os analistas procuram chegar às causas do desastre. Em setembro, a rejeição a Jaime Lerner era de 20%. Pulou para 31%. Cresceu mais de 50%. Índice assustador, menos para a alma parva que costuma repetir “isso não tem importância”. Tem importância e explica o aumento da rejeição do governador. Em novembro, duas medidas impopulares: o pesado aumento do pedágio e o anúncio da antecipação do IPVA. Em dezembro o mal-estar ampliou-se com a revelação do risco de perda da COPEL para o Banco Itaú. Ao mesmo tempo, Jaime Lerner nomeava dois amigos para cargos do Tribunal de Contas cujo preenchimento exige concurso público. Para completar, alastrou-se a ameaça de atraso dos salários do funcionalismo.

Há mais pela frente. Em janeiro o cidadão vai pagar o IPVA antecipado. De maus bofes. Para descer às praias pagará um dos pedágios mais caros do mundo. Vai veranear de maus bofes. No final do mês há o terço de férias dos professores. O governo já anunciou que não vai pagar. Terá de devolver o dinheiro tomado em dezembro para pagar as folhas. Não houve como não avançar sobre reservas estratégicas para o pagamento de dívidas com a União. A União quer duas prestações em janeiro. A temporada, como se vê, é desfavorável. Resta esperar pela próxima pesquisa, que deve pintar em março. Até lá, manter o humor e cantar: ay mama, qué pasó?

29.12.0

POLÍTICA | Fábio Campana
Suor e lágrimas

Dia de decisões. Jaime Lerner passou a manhã e parte da tarde reunido com o novo estado-maior: Cid Campelo, do Governo; Alceni Guerra, da Casa Civil; Ingo Hubert, da Fazenda e da COPEL; e Ricardo Smijtink, da Administração. O longo encontro eliminou um dos fantasmas mais aterrorizantes dos que habitam o sótão do governo. Saiu o acordo entre o governo e o Banco Itaú para impedir que a COPEL vá pelo ralo das más negociações.

O entendimento dá ao governo prazo de mais quinze meses para o resgate do lote de ações da COPEL retido no Banco Itaú por conta de uma caução de títulos podres que deixou rombo considerável na Casa. As ações valem hoje R$ 800 milhões. Bem mais que os R$ 480 milhões originais usados para caucionar títulos podres comprados de Alagoas, Santa Catarina, Pernambuco e Osasco.

O acordo não termina aí. Por mais que alguns secretários jurem que a COPEL não será vendida por Jaime Lerner, a exigência é outra. Até outubro de 2001 o governo terá que vender a empresa. Para tanto foi iniciada a modelagem que divide a empresa em cinco pedaços. É vender ou vender. Ou o governo não conseguirá honrar os compromissos.

A época é de apertos financeiros. O governo federal não ajuda. Bom seria se trocasse os títulos podres por títulos federais, como já o fez para os de Guarulhos e Alagoas. Quem sabe? Aguarda-se ainda a evidência da força dos liberais da província em Brasília. Por enquanto, o ministro Pedro Malan e sua banda tecnocrática não mostram simpatias.

A única receita é vender o que se tem e tentar economizar na outra ponta, iniciando, por exemplo, um programa de demissões coletivas e outro de redução do horário de trabalho, como se fez no Maranhão dos Sarney. Mas essa é outra etapa. O governo adianta que teremos um ano de suor e lágrimas, mas decisivo para superar as dificuldades acumuladas ao longo do tempo, diz o secretário Cid Campêlo.

De resto, é aparar as pontas e evitar a boataria. Ontem, o presidente Ingo Hubert obrigou-se a negar o noticiário de que a COPEL deve R$ 119 milhões ao INSS. “Esse montante é contestado judicialmente pela empresa. E tudo pode ser um episódio do jogo da privatização,” disse ele. Para quem tem visão conspiratória do mundo, um prato cheio.



Feliz Ano Novo

A COPEL pagou US$ 8.964.669,42 (cerca de nove milhões de dólares) à DM Construtora, sob o título de diferenças relativas a materiais usados na construção da usina de Salto Caxias. Conforme decisão da reunião do Conselho em 31 de outubro e publicada em edital em 16 de novembro.

30.12.0

PRECATÓRIOS
MP faz investigação sobre compra de títulos
Procuradores querem explicações sobre a negócios do Banestado

ROGERIO GALINDO
O procurador da República no Paraná Carlos Fernando dos Santos Lima informou ontem que a compra de títulos precatórios pelo Banestado está sendo alvo de investigação criminal. Segundo ele, o Ministério Público Federal quer saber porque o banco adquiriu títulos dos estados de Alagoas, Santa Catarina e Pernambuco e dos municípios de Guarulhos e Osasco e quais os motivos que levaram o estado a recomprá-los.



“Temos indícios de que houve crime contra o sistema financeiro nacional”, declarou o procurador, durante entrevista coletiva concedida no Ministério Público Estadual. “Pelo menos nos casos dos títulos de Alagoas e Santa Catarina, que foram adquiridos em 1998, é bastante claro que já havia informação de que o investimento não era bom. O Senado Federal já havia comprovado na CPI dos Precatórios que adquirir aqueles títulos não era um bom negócio”, disse.

O secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, declarou ontem que o estado não tem nenhum motivo para se opôr à investigação. “Quem lesou os cofres públicos deve ir mesmo preso”, opinou. Campêlo disse que até hoje nenhum membro do governo foi chamado para prestar depoimento no Ministério Público. Segundo o secretário,.a Banestado Corretora, que foi a responsável pela transação, é que deve responder judicialmente. “Por ser um órgão autônomo, o governo não mantém controle direto sobre as ações.

"A diretoria é quem comanda o dia-a-dia", disse.

Anulação

Por enquanto, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Paraná concentram seus esforços na Ação Civil Pública que pede a anulação do contrato através do qual o governo comprou os títulos que estava em posse do Banestado.

A ação, que foi levada à Justiça Federal nesta quarta-feira, deve ter uma resposta já na próxima semana. O juiz Mozart Woss, que está encarregado do caso, deu 72 horas para que as partes envolvidas na ação se manifestem, antes da decisão sobre o pedido de liminar feito pelos promotores. O procurador-geral do Estado, Joel Coimbra, afirmou ontem que o estado ainda não foi notificado para que faça sua defesa preliminar.

Se a Justiça decidir pela anulação do contrato, os títulos voltam a pertencer ao Banestado – que foi comprado em outubro pelo Itaú. As ações da COPEL, por outro lado, deixam de servir como caução para a dívida.

Negócio

No total, o Banestado pagou aproximadamente R$ 350 milhões pelos títulos, que foram repassados ao governo do estado durante o processo de saneamento do banco. O repasse foi uma exigência do Banco Central, que na época fez um empréstimo de R$ 5,1 bilhões o saneamento do banco paranaense, que estava sendo preparado para a privatização.

Como garantia do pagamento, o governo ofereceu 120% do valor dos títulos em ações da COPEL, que poderiam ser executadas pelo comprador do Banestado caso o governo não honrasse com a dívida até 31 de dezembro de 2000. As ações caucionadas representam 48,29% do capital com direito a voto da estatal. Hoje, de acordo com o Ministério Público, seriam necessários R$ 498 milhões para resgatar as ações.

“Temos notícia pelos jornais de que o prazo para resgate das ações foi prorrogado por 15 meses. Mas isso só não altera o estado das coisas. Quem vai ter que pagar esta dívida, ainda que em março de 2002, é o contribuinte paranaense”, afirmou o promotor Mateus Bertoncini. No dia 21 de dezembro o juiz Marcos Josegrei da Silva já concedeu liminar anulando a cláusula do contrato que dava as ações da COPEL como garantia.


29.12.0

PRECATÓRIOS | Contrato com Banco Itaú previa resgate em 31 de dezembro
Governo fecha acordo sobre COPEL
Prazo para resgate das ações foi prorrogado por 15 meses


KÁTIA CHAGAS
O governo do estado conseguiu ontem fechar a negociação com o Banco Central para prorrogar o prazo de resgaste das ações da COPEL que estão em poder do Banco Itaú. As ações, que foram dadas como garantia na compra de títulos precatórios no processo de saneamento do Banestado, deveriam ser resgatadas até o dia 31 de dezembro, mas o governo conseguiu prorrogar o prazo para mais 15 meses.

Os últimos detalhes da negociação foram acertados durante reunião no Palácio Iguaçu entre o governador Jaime Lerner (PFL) e os secretários Ingo Hubert(Fazenda), Ricardo Smijtink(Administração), José Cid Campelo Filho (Governo) e Alceni Guerra (Casa Civil).

O governador conversou por telefone com o presidente do Banco Central, Armínio Fraga e recebeu sinal verde para concluir a negociação. "O assunto estava bem encaminhado e só faltava o arremate final", garantiu Alceni Guerra. "O governo sempre esteve tranquilo em relação a esse assunto", emendou.

O Banco Itaú confirmou ontem que o acordo foi finalizado. Já o Banco Central reafirmou que o prazo estava sendo renegociado, mas que oficialmente nenhum documento foi assinado pelo governo do Paraná até o início da noite de ontem. Segundo Alceni Guerra, o governador deve assinar hoje os contratos de prorrogação e anunciar o final das negociações, que se intensificaram nos últimos dias.

Embora o governador tenha afirmado na semana passada que a situação estava sob controle e que a prorrogação do prazo já estava acertada, o parecer final do Banco Central só chegou no dia de ontem e o assunto só vai estar oficialmente liquidado após a assinatura da documentação.

Polêmica

O governo do estado terá que pagar, segundo avaliação do Tesouro Nacional, R$ 654 milhões para resgatar as ações, que representam 48,29% dcapital volante da COPEL. A falta de dinheiro para resgastá-las dentro do prazo provocou polêmica e rendeu críticas ao governo, que começou a ser responsabilizado pela possibilidade de perder as ações para o Banco Itaú.

As ações foram dadas como garantia ao Banco Central para a liberação dos R$ 5,8 bilhões destinados ao saneamento do Banestado. O BC exigiu uma garantia de 20% a mais do valor pago pelos títulos precatórios dos estados de Pernambuco, Santa Catarina e Alagoas adquiridos pelo Banestado.

Na época, o Banestado comprou R$ 350 milhões em títulos públicos e foi obrigado a oferecer como caução R$ 415 milhões em ações da COPEL, que sofreram correção pela taxa Selic e que hoje chegariam a R$ 654 milhões.

Na semana passada, o juiz federal Marcos Josegrei da Silva concedeu liminar suspendendo a cláusula do contrato que colocava as ações em caução. Segundo o juiz, oferecer bens públicos como garantia de pagamento de dívidas é um ato inconstitucional. O julgamento final da ação, que foi impetrada pelo ex-presidente da COPEL João Carlos Cascaes e pelo escritório de advocacia Vanzin e Penteado, só deve ocorrer depois do fim do recesso do Judiciário, em fevereiro.

29.12.0

PRECATÓRIOS
Ministérios Públicos pedem anulação de contrato
Argumento é de que ações não poderiam servir de garantia


LUCIANA LEITE CIFFRO
O Ministério Público do Paraná e o Ministério Público Federal ajuizaram ontem na Justiça Federal, em Curitiba, uma Ação Civil Pública, com pedido de liminar, requerendo a anulação do contrato de compra e venda de títulos públicos, com caução, celebrado entre o Estado do Paraná e o Banco do Estado do Paraná S/A – Banestado.

Na Ação Civil Pública ajuizada, os MPs pedem a anulação do contrato alegando que a sua celebração violou princípios constitucionais e leis estaduais, que não autorizavam a compra dos títulos, bem como não permitiam a oferta das ações da COPEL como garantia.

O juiz federal Mozart Voss, que está de plantão na Justiça Federal, informou ontem a integrantes do MP do Paraná que irá analisar a Ação Civil Pública e tomar uma decisão hoje, concedendo ou não a liminar requerida.

Para o procurador-geral de Justiça do Paraná, Marco Antônio Teixeira, que anunciou ontem a ação – quando fazia um balanço da atuação do MP do estado durante o ano de 2000 –, a liminar deve ser concedida, já que houve a concessão de liminar na Ação Popular proposta pelo ex-presidente da COPEL.

O secretário da Casa Civil do Paraná, Alceni Guerra, disse ontem que o governo tem conhecimento da ação e que está aguardando a sua citação para tomar as medidas cabíveis.

Por meio do contrato que está sendo questionado, o governo do Paraná comprou do Banestado os títulos da dívida pública dos estados de Alagoas, Pernambuco e Santa Catarina e dos municípios de Guarulhos e Osasco (SP). Com a compra, o governo assumiu a responsabilidade de cobrar desses estados e municípios o valor correspondente aos títulos, adquiridos pelo Banestado como investimento. Como eles não honraram com os seus compromissos, o governo do Paraná ficou obrigado a pagar ao Banestado – que agora pertence ao Banco Itaú – cerca de R$ 654 milhões


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Sent: Tuesday, June 12, 2001 3:16 AM
Subject: A TV Globo não deu esta notícia!?


Companheiros:
"Vinte mil manifestantes, pela conta dos organizadores, acompanharam ontem a marcha promovida contra os desmandos do governador Jaime Lerner e a privatização da Copel. No Centro Cívico foi entregue ao presidente da AL Hermas Brandão projeto inédito de iniciativa popular contendo 120.984 assinaturas, colhidas em quase todos municípios do Paraná"
- Anexo uma foto, entre as mais de duzentas, que tirei,
Um abraço, Nédier

Cronograma de ações sobre a Copel

Apresentação de fortalecimento de proposta de holding Copel ao governo do estado do Paraná, João Carlos Cascaes e Rubens Maluf Dabul, falamos com Miguel Salomão, Alceni Guerra e Justus
Apresentação de fortalecimento de proposta de holding Copel ao senador Álvaro Dias, em companhia do Maluf, no carro, com o Garanhão, à caminho do aeroporto
Seminário da Associação Comercial do Paraná, presidente da ACP, Marcos Domakoski, Jaime Canet, Emílio Gomes, Pessuti, Samek e lideranças estranhando a falta de transparência do Governo Lerner Todos contra a privatização da Copel
20.12.00 Encaminhamento de Ação Popular Jaime Vanzim e JCC assinam, expectativa
21.12.00 Despacho do juiz federal Marcos Josegrei da Silva acolhendo pedido de liminar Escritório Vanzim e Penteado Entrevistas
14.01.01 Governo anuncia decisão de privatizar a Copel
16.01.01 Reunião com a bancada da oposição na Assembléia Legislativa Entrevistas Pessuti e José Maria se destacam
23.01.01 Audiência pública em Londrina Coordenação René Mortari Presença dos deputados Orlando Pessuti, José Maria, do sindicalista Drumond e outros
25.01.01 Reunião bancada da oposição
02.02.01 Seminário PSDB, moção contra a privatização da Copel Álvaro Dias e Requião presentes
06.02.01 Encontro PMDB, apoio de diversos partidos contra a privatização da Copel, Orlando Pessuti coordenador da luta
08.02.01 Audiência pública em Cascavel coordenação Rui Capelão,
PTB Presença do Irineu Colombo e Nereu Moura e Drumond
11.2.1 Entrevista na Globonews, Joelmir Beting e Ingo
20.2.1 Palestra no diretório do PPS Rubens Bueno e time
21.2.1 Lançamento do Fórum Copel no Plenarinho Início formal de campanha
22.2.1 Audiência pública em Ponta Grossa
Diversos deputados presentes
23.2..1 Reunião de advogados no Plenarinho, Dr. Marco Antônio Monteiro da Silva sendo um dos coordenadores do evento
05.3.1 Audiência pública em Maringá
06.2.1 Plenarinho - Forum
08.03.1 IDEC
14.03.1 Visita à ACP Marcos Domakowski em dúvida
15.03.1 Lançamento do Fórum Popular contra a Privatização da Copel
Diversas entrevistas
16.03.1 Debate na Globo

Oposição acirra ofensiva ao governo - fevereiro 2001

Curitiba, domingo, 18 de fevereiro de 2001

Oposição acirra ofensiva ao governo

Aurélio Munhoz

A bancada de oposição ao governo do Estado volta ao trabalho amanhã, no reinício das atividades da Assembléia Legislativa, prometendo endurecer as ações em defesa de duas propostas que o bloco vem sustentando desde o ano passado: a revogação do projeto do Poder Executivo que permite a venda de ações da Copel e a instalação das CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) do Pedágio e dos Jogos Mundiais da Natureza - ver reportagem ao lado. O caso mais delicado, porém, é o da venda de ações da Copel.

Já há um projeto, de autoria do deputado José Maria Ferreira (PSDB), que prevê a realização de um plebiscito no Estado propondo que os paranaenses sejam ouvidos a respeito da venda da estatal. Amanhã, outro deputado tucano, Sérgio Spada, deve apresentar novo projeto propondo a revogação dos artigos da Lei 12.355 que autorizam o governo do Estado a alienar, caucionar, oferecer como garantia de crédito ou realizar qualquer negociação com ações da Copel. De acordo com o projeto do Executivo, o governo pode negociar as ações até o limite de 40%.

Spada argumentou que decidiu apresentar o projeto por orientação da bancada e porque o Estado não cumpriu o compromisso que havia assumido com os paranaenses quando anunciou a intenção de negociar as ações da empresa. "O projeto do governo vincula a venda da empresa a investimentos em saúde e educação. A Copel dá R$ 280 milhões de lucro ao ano e é uma empresa que usa tecnologia de ponta. O governo já vendeu 60% das ações dessa extraordinária empresa mas, até agora, não vimos os resultados dessa operação", criticou Spada, que já foi secretário estadual de Defesa dos Direitos do Consumidor no governo Lerner.

Consulta

O bloco de oposição pretende apresentar ainda esta semana outro projeto revogando a lei que autorizou a venda da Copel. "Na verdade, esse projeto já está pronto. Por isso, acho que o Spada deveria retirar sua proposta e apoiar a nossa", recomendou o líder do PMDB na Casa, deputado Nereu Moura. O deputado considera que não faz sentido haver dois projetos tramitando na Casa com o mesmo objetivo. "Nós temos que caminhar unidos contra a venda da Copel", comentou.

No caso do projeto do deputado José Maria Ferreira, a proposta da bancada de oposição é incluí-lo na pauta de votações o mais rapidamente possível. "Nós estamos fazendo a nossa parte, mas achamos que o povo é que deve decidir se a Copel deve mesmo ser vendida ou não. Eu acho que não deve. Não podemos nos desfazer de um patrimônio como esse, principalmente da forma como quer o governo do Estado, sem nenhum tipo de consulta à sociedade", atacou Moura.

Ontem, o senador Roberto Requião, presidente do Diretório Regional do PMDB, também se posicionou contra a venda da empresa. Ele classificou a negociação de um "atraso" para o Paraná. "Estamos na contramão da história", disse o senador, referindo-se ao fato de que o Senado do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, está tomando atitude contrária à do governo do Paraná - admite a possibilidade de recomprar duas distribuidoras de energia elétrica que já havia privatizado.

Bloco ameaça acionar Justiça

O caso das CPIs do Pedágio e dos Jogos da Natureza pode acabar na Justiça. A bancada de oposição ameaça ajuizar mandado de segurança na Justiça para anular as cinco Comissões Parlamentares de Inquérito criadas pela bancada governista e, com isto, viabilizar as suas CPIs. "Estas `CPIs - laranja' têm vícios de origem, que agridem o Regimento Interno da Casa", justificou o líder do PMDB, deputado Nereu Moura. Por este motivo, a bancada quer que o novo presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão, reconheça estas supostas irregularidades e devolva os pedidos de instalação das cinco CPIs aos seus autores. De acordo com o Regimento Interno, Brandão tem cinco dias para apresentar sua resposta ao pedido.

As Comissões Parlamentares de Inquérito foram criadas, no ano passado, para inviabilizar as CPIs propostas pela oposição. As Comissões, ainda não instaladas, são as seguintes: a CPI que apura as causas do vazamento de óleo da Repar (Refinaria Presidente Vargas) no Rio Iguaçu; a que investigará as denúncias contra o sistema de telefonia fixa no Estado; das invasões de terra; a que apura as acusações contra as empresas operadoras do sistema ferroviário do Paraná; e a que investigará o desvio de recursos que teria sido cometido por integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). (AM)

Passeta pela Copel em Maringá

Maringá faz hoje passeata contra venda da Copel

Lucinéia Parra
De Maringá


Representantes de diversos sindicatos e entidades municipais, participam hoje de uma passeata contra a privatização da Copel. O ato faz parte da Campanha ‘‘Paraná Mais Luz’’ encabeçada por funcionários da estatal e segmentos da sociedade paranaense. Os participantes vão se reunir no auditório Hélio Moreira, na Prefeitura de Maringá, às 9 horas e às 10 horas seguem para a Praça Raposo Tavares, centro da cidade.
De acordo com o engenheiro Sérgio Inácio Gomes, a campanha tem como objetivo angariar apoio da comunidade contra a privatização da Copel. ‘‘A comunidade precisa entender que não são só os funcionários da Copel que estão ameaçados com o desemprego a partir da privatização, mas toda a sociedade vai sair perdendo, principalmente na questão da qualidade do serviço e custo das tarifas’’, diz.
O processo de privatização iniciado há cinco anos com os planos de incentivo à demissão voluntária, conforme Gomes, comprometeu a qualidade dos serviços da Copel, mas ainda assim, a estatal continua sendo referência no atendimento ao cliente. Ele lembrou dos apagões recentes ocorridos no sistema elétrico nacional e destacou o papel da Copel para o restabelecimento rápido da energia em todo Estado.